sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

lagartame

O meu Príncipe, há uns tempos atrás, durante um momento de descontracção no trabalho e em resposta jocosa a um e-mail foleiroso sobre os adeptos do Benfica, definiu, assim, o típico sportinguista:
 “ É, tem de ser e será, inexoravelmente, anti benfiquista. De outra forma arrisca-se a ser uma pessoa razoável que imparcialmente gosta de futebol. Ora isso é um género de benfiquismo e, consequentemente, mal visto na óptica da maralha lagarta. Assim, o lagartame :
(...)
iii) é exemplar da fina-flor caucasóide, é inteligente exigente porque  gosta de Formula 1, usa  relógios TAG , pulseiras de couro com logo de marca e camisas da Sacoor com um rato gigantesco, vai ao Estoril Open mesmo q não perceba nada de ténis, quando vai de férias para o Algarve tem que ser em Vilamoura e ir ao bar 7, o seu desporto de eleição é vela e em geral é simplesmente melhor e superior a qualquer um dos mortais e portanto, para mitigar qualquer tresmalhada dúvida quanto a isso, nem pensar ser visto nas bancadas de clubes que possam ser  frequentadas por pessoas provenientes de países lusófonos ou emigrantes que, estereotipadamente, cometam o suicídio social de gostar de musica nacional;
iv) quer formar um partido (muito) à direita e precisa de gente de idênticos ideais e de preferência  que confirmem a alínea supra indicada;
v) gosta de cantar versões efeminadas de músicas de Frank Sinatra  em coro.”
Depois da notícia avançada pelo Público de que o Sporting Clube de Portugal forrou o acesso ao balneário com imagens que exaltam a violência, conotadas com símbolos da extrema-direita, esta brincadeirinha começa a ganhar uns contornos sinistros de realidade.

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