sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Barça: O Tédio Perfeccionista

O Barcelona ganhou recentemente por 4-0 ao Santos no Mundial de Clubes. As declarações de humildade e conformismo do pessoal do Santos tiveram o seu expoente máximo nas palavras da estrela da companhia, Neymar, que, literalmente, teve de baixar a crista e constatar que o Barcelona lhes ensinou como se joga futebol.
O futebol do Barça é mundialmente apreciado e elogiado e o nosso guru da bola, Luís Freitas Lobo, diz mesmo que “Ver jogar o Barcelona é ver jogar uma das melhores equipas de sempre da história do futebol mundial. É um poema em forma de futebol. É uma equipa que é elogiada, sobretudo, pela sua capacidade de posse de bola. Tem uma posse construtiva, apoiada, paciente. A bola é apresentada a todos os pedacinhos de relva ao longo do campo. Tem jogadores que se entendem um com os outros de forma fantástica”.
Acontece, porém, que o tiki taka infernal do Barça é, na minha erudita opinião de leiga, cansativo, exasperante, enfadonho. É chato. Aquilo que para uns é poesia para mim é uma sessão de bocejos. Um jogo da liga italiana consegue ter mais atractivos que ver jogar o Barça.
Alguém já chamou ao futebol do Barça “um tédio perfeccionista” e acho que não podia ser melhor apelidado.
Os poucos que partilham da minha opinião (dei me ao trabalho de googlar à procura de opiniões coincidentes com a minha) são proscritos pela restante comunidade futeboleira. Depois de se dizer que o futebol do Barcelona é chato nunca mais se poderá aspirar a ser levado a sério, somos logo arrumados com um “não percebes nada de bola”. Eu prefiro acreditar que aquela manifestação da arte do futebol, apesar de criar emoções esteticamente apetecíveis para uns, não encaixa nos meus juízos de gosto.




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