sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O mais, melhor, bom do Mundo!

O meu namorado é o mais, melhor, bom que existe.
É bonito, e não é só dos meus olhos cada dia mais apaixonados! Faz mesmo parte do restrito grupo de homens bonitos que existe no mundo. É trigueiro, com aquelas cores tão portuguesas, tem uns olhos grandes, pestanudos, castanhos, com toda a sinceridade e calor que só aqueles olhos castanhos transmitem. A boca é larga e bem desenhada. Não se ri com facilidade mas quando acontece, aparecem duas perfeitas fileiras de dentinhos brancos e o mundo torna-se um lugar confortável. O nariz é aquilino o que lhe dá um ar profundamente másculo e romano. É alto e musculado e cheira tão bem que dá vontade de comer, primeiro debicando e depois, assim, mesmo à fartazana!
Mas, ele é muito mais bonito por dentro e tenho pena de não ter a proficiência e o talento para descrever a boa pessoa que é sem recorrer a lugares-comuns.
Pressentindo que ando meia xonó com as circunstâncias da vida enviou-me dois livros pelo correio para alegrar o meu dia e me fazer sentir que está aqui, ao pé de mim. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Tenham cuidado ele é perigoso, ele é Óscar Tacuara Cardozo!

Ao contrário da restante massa adepta do Benfica, eu gosto do Cardozo e fiquei muito feliz por ontem ter voltado à titularidade e calado (momentaneamente) os seus muitos detractores.
Sim, porque quem diz mal do Cardozo não se cala nunca. Por mais golos que marque, o pobre Óscar nunca vai satisfazer os adeptos e a comunicação social porque "é lento", "perde bolas", "não contribui para a dinâmica atacante da equipa" e, cheira-me, tem uma qualquer carga kármica que faz com que todos se achem no direito de o achincalhar.
Mas é o avançado estrangeiro com mais golos com a camisola do Benfica, é só aquele que rende, em média, 25 golos por época.
Não tem a rapidez do Nolito, não tem o controlo de bola e a visão de jogo do Aimar ( quem tem?), mas faz o que os outros não fazem. Marca, proficuamente.
E eu, que sou uma benfiquista dos sete costados, envergonho-me dos adeptos que vão ao estádio e o assobiam (excepção seja feita à claque que me parece serem os únicos com bom-senso). 
Há muito que desconfio que o público da Luz não é exigente como ufanamente se auto proclama. Se fosse exigente o tratamento que injustamente dá ao Cardozo teria que dar, justamente, ao Gaitán, ao Emerson, ao Bruno César, ao Ruben Amorim, ao Miguel Vitor e, até, pasme-se!, ao Saviola ou já tinha feito pressão para destituir de capitão de equipa um jogador que todos os anos diz que quer sair do clube.
Felizmente o Jorge Jesus tem mais juizinho que os adeptos e sabe que é tudo muito bonito, muita nota artística, mas que um clube de futebol vive de vitórias e que para isso é preciso que alguém marque golos.