sábado, 12 de novembro de 2011

Mundo Cyborg

O rinoceronte negro da Africa Ocidental foi, ontem, declarado extinto e o rinoceronte branco da Africa Central possivelmente extinto na natureza.
A União Mundial para a Conservação aponta como causas o tráfico ilegal de chifres e a falta de medidas de apoio à conservação da espécie.
Esta notícia deixou-me lugubremente pensativa. É certo que nunca fiz nada para ajudar nenhuma espécie de rinoceronte mas sinto-me revoltada, triste e com a certeza de que o mundo ficou mais pobre.
Subjugámos a natureza e agora não conseguimos provar a nossa superioridade para travar um processo de extinção que começámos e pelo qual somos inteiramente responsáveis. Apesar da divulgação e tentativa de evangelização nas correntes ecológicas de ética ambiental, de algumas medidas de protecção jurídica e do avanço da tecnociência não conseguimos parar uma rápida e irreversível extinção de algumas espécies.  
A sobrevivência das espécies está tristemente dependente da sua utilidade para o homem. Um rinoceronte não nos serve para nada. Não precisamos deles para nos alimentar, vestir ou para o que quer que seja. Eventualmente servem para entreter e divertir uns quantos caçadores de troféus.
Supostamente o que nos distingue dos restantes animais é a capacidade de generalizar uma ideia do Bem. Não tenho certeza disso. Os nossos valores éticos e morais são fruto do nosso intelecto, construções filosóficas, metafísicas e bafientas que não conseguimos transpor para a prática. 

Nenhum comentário: